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Construindo um Ambiente

A Partir de uma visão evolutiva do planeta Terra, poderemos notar que entre as espécies que habitam ou habitaram o planeta, o ser humano desde que se tem noticias de seu aparecimento, é a única espécie habitante com a capacidade de modificar o ambiente de acordo com a evolução de suas conveniências e necessidades.


As necessidades básicas de acordo com a pirâmide de Maslow que vão das necessidades fisiológicas (alimento, agasalho, abrigo e saúde) as necessidades de auto realização e auto estima, continuam atendidas com o passar dos séculos, a despeito do adensamento populacional. O homem, através do trabalho, extrai do planeta o que necessita desenvolvendo formas de organização que atendem a sociedade do presente e projetam a sociedade do futuro próximo.


Com o uso das tecnologias, domina a ciência e, em harmonia com a natureza continua a atender suas necessidades. Este ponto de vista é um paradoxo, principalmente porque tendemos a nos situar somente no presente, contaminados apenas pelo lado negativo da geração continua de problemas, que nos criam o sentido de caos. Devemos porem, nos situar historicamente e veremos por exemplo, que o maior volume das florestas do mundo, foram queimadas por uma população (menor que 1/3 da atual) que subsistia daquela matriz energética e que naquele momento era suficiente. As necessidades são molas propulsoras do desenvolvimento, que são por sua vez os provedores dos meios necessários a sobrevivência.


Hoje seis bilhões de pessoas realizam suas atividades fins, enquanto tarefas paralelas porem essenciais, são realizadas no gerenciamento dos seus ambientes e micro-ambientes.


Entre estas tarefas essenciais esta o desenvolvimento continuo de novas tecnologias na área ambiental, que permitirão maiores usufrutos da natureza, com menos consumo energético, melhor manejo e reprocessamento do lixo, melhoria na qualidade do ar; dos rios; melhor manejo das florestas e em nível dos micro-ambientes a adequação ao ambiente externo dos produtos produzidos e a adequação em si do ambiente de produção, lazer ou moradia.


Construindo um Ambiente



Uma escala de exemplos:

  • - Industrias metalúrgicas, de processamento de alimentos, de base, químicas, eletrônicas, etc ;
  • - Shoppings centers, hipermercados, supermercados, magazines, restaurantes, bares, lanchonetes, etc ;
  • - Hospitais, clinicas, hotéis, clubes, terminais rodoviários, de metro e ferroviários, etc ;
  • - Escritórios, bancos, agencias de turismo, centros de convenções, cinema, teatros, etc ;


Todos os Micro-Ambientes estão focados em suas atividades fins com o uso continuo das tecnologias disponíveis em seu meio, com o fim de se manterem competitivos dentro das motivações de mudanças universais.


As principais motivações de mudanças universais hoje são:

  • - Qualidade
  • - Produtividade
  • - Custo (direto e indireto)
  • - Fatores ambientais sob controle


Para que as atividades fins de cada micro-ambiente se realizem, se torna necessário também o gerenciamento, quanto a organização, limpeza, saúde e conforto adequados aquele meio.


Limpeza e conservação também estão sujeitas as motivações de mudanças universais. Saber definir que processos devem ser utilizados nas atividades de limpeza no lay-out de um micro-ambiente produtivo, requer conhecimento e atualização das tecnologias disponíveis e aplicáveis aquele lay-out. A pessoa, departamento ou empresa encarregada de programar as tarefas de limpeza e seus respectivos processos (com o uso de produtos químicos, equipamentos de limpeza e ferramentas), devera estar capacitada a responder as necessidades dos fatores ambientais e materiais daquele lay-out.


O prestador de serviços (formal ou informal), ao fazer o planejamento das atividades de limpeza de um novo lay-out devera seguir as seguintes etapas:


Sistema - Conjunto de elementos entre os quais se possa encontrar ou definir alguma relação. É a disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si e que funcionam como uma estrutura organizada.


Um edifício (seja um hospital, um supermercado ou uma fabrica) esta voltado para a sua atividade fim, porem e dotado de vários departamentos em si que desenvolvem atividades diferentes, com fatores ambientais diferentes (tais como fontes de sujidade, numero de pessoas atuantes na área, horário de funcionamento, criticidade do que se realiza ali e suas restrições). Logicamente seus fatores materiais também são diferentes em tipo de mobília, maquinas, materiais de que são compostos, objetos e superfícies, dimensão e a quantidade destes objetos e superfícies. Evidentemente sem cadastrar estes fatores por células, dentro de suas áreas, não haverá condições de definirmos os processos que deverão ser utilizados nas atividades de limpeza; as tecnologias mais adequadas ao uso naquele lay-out e as freqüências que estas atividades de limpeza se fazem necessárias.


Para cada tarefa a ser executada é definido o processo que será utilizado e dentro deste processo, quais os equipamentos, produtos químicos e ferramentas adequados àquela tarefa naquele local. Neste momento é que irão nascer os projetos diferenciados, em função do conhecimento das tecnologias disponíveis ao uso e de quem está projetando.


As horas homem que serão consumidas em cada tarefa, será resultante do tempo padrão definido pelas ferramentas possíveis de uso naquele processo. Por exemplo: a utilização de uma máquina polidora de baixa velocidade e de 300 mm de diâmetro em um lay-out que suportaria uma máquina de alta velocidade e de 510 mm de diâmetro irá utilizar seis vezes mais horas homem.


Após esta etapa do projeto já é possível definir como iremos programar os limpadores. Se existem atividades que irão consumir acima de mil horas por ano em um edifício e são programadas em freqüências que não são diárias, estas tarefas poderão ser destinadas a funcionários especialistas que somente farão estas tarefas.


A programação acima irá diminuir o número de tarefas rotineiras a serem implementadas no roteiro diário dos funcionários que trabalharão por zona. Este tipo de programação ainda permite que se inverta a Ética e programe-se por trabalho em time por zona (work team).


Enfim, work zona ou work team somente é possível de ser implementado se o projeto foi dividido por áreas e células, tendo em cada célula as superfícies com os seus objetos cadastrados por tipo, material e quantidade. As tarefas e seus respectivos processos de execução definidos tornam as horas homem necessárias conhecidas e portanto resta apenas programar os roteiros de execução por funcionário.


Os fabricantes de produtos químicos, equipamentos de limpeza e ferramentas continuamente desenvolvem e introduzem novas tecnologias que deverão ser absorvidas por toda a cadeia produtiva. A maneira carreta do mercado consumidor avaliar estas novas tecnologias é através da ficha técnica dos produtos e da grade comparativa entre os vários produtos similares e concorrentes. As informações de conformação técnica do produto devem ser exigidas do fabricante pelo consumidor para a elaboração desta grade comparativa que conduza à homologação do fornecedor daquele produto.


Construindo um Ambiente



O treinamento dos limpadores com a utilização dos processos programados para as atividades de limpeza deverá estar padronizado por fichas de processos. Uma ficha de processo deve conter no mínimo:

  • - a tarefa a que se aplica o processo seu propósito
  • - os materiais de limpeza necessários
  • - a descrição dos passas de procedimentos
  • - os tempos padrões
  • - observações chaves do processo


A introdução de modificações tecnológicas em um processo exige a reciclagem de treinamento dos recursos humanos envolvidos com aquele processo.


Tudo deverá funcionar mais ou menos assim:

  • - O fabricante lança um novo produto
  • - O distribuidor faz a venda técnica ao cliente
  • - O cliente compara e homologa
  • - O operacional faz a nova ficha de processo
  • - O distribuidor e o operacional treinam os multiplicadores
  • - Os multiplicadores treinam os limpadores


O Programa de Qualidade de Serviços é dividido praticamente em três etapas: definições, treinamento e avaliações.


Definições: Se você possui o projeto para o lay-out com todas as tarefas de limpeza, com os roteiros e atividades por limpador e os processo de execução das atividades definidos, esta etapa (documental) do programa está concluída.


Treinamento: O treinamento consiste em ter o multiplicadores (encarregados) treinados e estes treinarem os limpadores subordinados, nos processos a serem utilizados em seus roteiros.


Avaliação por amostragem: Consiste em amostragem por NQA (Nível de Qualidade Aceitável) do desempenho qualitativo do limpador. Amostragem por NQA do desempenho qualitativo e outros desempenhos dos encarregados.


Nível qualitativo do contrato (formal ou informal): Constatado pela média dos NQAs dos limpadores durante aquele período das amostragens.


Desempenho: cumprimento dos programas e frequenciais


Caracteristicas: respeito às características das diferentes necessidades dos clientes como hospitais, supermercados, escritórios, shoppings.


Confiabilidade: segurança, credibilidade e domínio de know how


Conformidade: grau com que o projeto e a produção estão de acordo com os padrões estabelecidos


Durabilidade


Atendimento


Estética: ferramentas limpas e bonitas, uniformes, desodorização, etc


Qualidade percebida: o cliente vê e gosta


No planejamento estratégico das companhias, o departamento de limpeza deve ter como propósito estratégico o foco nos clientes usuários de seus serviços naquele lay-out. O projeto, tarefas e processos devem ser compostos de sistemas adequados à melhor relação custo/beneficio das atividades fins daquela empresa. As pessoas deverão ter a compreensão de seus papéis dentro da empresa e poder para melhorar e atualizar os processos.


Nos objetivos estratégicos genéricos do planejamento de uma empresa ou departamento de limpeza e conservação, três destes objetivos merecem especial atenção: liderança de custo, criação de fatores de diferenciação e enfoque por segmentação e departamentalização.


capacitação serão as respostas permanentes aos riscos advindos do processo de globalização às pessoas ou empresas.


Construindo um Ambiente

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